Um pouco de história

A Transtejo, fundada em 1975, e a Soflusa, em 1993, constituem, desde 2001, um grupo apostado em satisfazer as necessidades e expectativas dos milhares de passageiros que diariamente cruzam as duas margens do rio Tejo.

1975 

Ano de fundação da Transtejo
Em consequência de profundas alterações politicas no país, o governo determinou a nacionalização e fusão das sociedades – Sociedade Marítima de Transportes, Lda; Empresa de Transportes Tejo, Lda; Sociedade Nacional Motonaves, Lda; Sociedade Jerónimo Rodrigues Durão, Herd, Lda e Sociedade Damásio, Vasques e Santos, Lda. – que então exploravam as cinco carreiras fluviais do rio Tejo, ligando Lisboa a diversas localidades da margem sul. Foi com base no Decreto-Lei Nº 701-D/75 de 17 de dezembro, que ocorreu a fundação da Transtejo EP, indo ao encontro da necessidade de reestruturação e coordenação da atividade dos operadores fluviais do Tejo, assegurando o seu regular funcionamento.

1977 

Desencadeou-se um processo de modernização da frota de navios, através da encomenda de construção de 12 Cacilheiros, com capacidade para 500 Passageiros, aos seguintes estaleiros: Estaleiros Navais de São Jacinto, Aveiro; Estaleiro da Foznave, Figueira da Foz; e Estaleiros da Argibay, Alverca. Estes navios entraram ao serviço entre 1980 e 1982.

Teve início um conjunto de obras de expansão e melhoramento das infra-estruturas dos portos e terminais que serviam a Transtejo, numa contínua preocupação de aumentar o nível de serviço e qualidade prestado aos nossos clientes:

– Construção de um terminal inteiramente novo, no Terreiro do Paço, para as ligações ao Montijo e ao Seixal.
– Início dos trabalhos para outra ligação, no Cais de Alfandega, procedendo ao melhoramento da estação para cacilheiros e ferries do Cais do Sodré.
– Construção do novo terminal de Cacilhas, para passageiros, cujos trabalhos se prolongaram até 1978.
– Instalação dos primeiros obliteradores de bilhetes.
– Aquisição de quatro navios com capacidade para 400 passageiros, recuperados em Hamburgo.

1981 

Na década de oitenta encetou-se a diversificação dos serviços:

A par do carácter de serviço público da principal atividade desenvolvida pela Transtejo, foi criada uma área comercial que dinamizou novos serviços ao nível do turismo fluvial: fretamentos e cruzeiros.

Foi celebrado o Acordo de Saneamento Económico e Financeiro que permitiu a retoma do ritmo das novas construções e melhoria da estrutura financeira.

1988 

Após a adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia, a Transtejo, a par com o país, vive uma acentuada dinâmica económica com profundas alterações nos processos de trabalho.

Aquisição de três edifícios, em Cacilhas, concentrando o alojamento do sector operacional e das oficinas.

1992 

A modernização da empresa passou pela sua reestruturação formal e pelo contínuo incremento da capacidade de resposta face à procura crescente do transporte fluvial.

20 de julho, a Transtejo passou a Sociedade Anónima de capitais públicos, alterando os seus estatutos de acordo com o Decreto-Lei nº 150/92.

Assinatura de um contrato para a construção de dois novos navios de 1000 passageiros. Estes dois navios, com os nomes de São Jorge e Martim Moniz viriam a ser fretados à CP, para operar na ligação entre Barreiro – Terreiro do Paço.

1993 

Ano de fundação da Soflusa
Fundação da Soflusa – Sociedade Fluvial de Transportes SA, a partir do sector fluvial da CP que até então se ocupava da ligação fluvial entre a estação Sul e Sueste e a estação do Barreiro, articulando desse modo a rede ferroviária a Norte e a Sul do estuário do Tejo.

1994 

Em julho, iniciou-se o processo de renovação da frota fluvial da Transtejo através da aquisição de modernos catamarãs. Feito concurso público, é assinado um contrato com a FBM Marine para a aquisição de quatro catamarãs de 500 lugares cada um, com a opção para mais dois.

1995 

A 5 de setembro, inauguração do Terminal Fluvial do Barreiro.

Entraram ao serviço, na Transtejo, os catamarãs Algés, Castelo, Bica e Chiado.

1998 

Entraram ao serviço os catamarãs Aroeira, Carnide, Sé e Chiado.

Estes catamarãs, no seu conjunto, introduziram novos padrões de qualidade e de conforto no transporte fluvial no Tejo, permitindo não só ligações mais rápidas entre as duas margens, como uma maior satisfação dos passageiros com o serviço prestado pela Transtejo, nas ligações do Montijo e do Seixal.

2001 

Ano do Grupo Transtejo/Soflusa
A Transtejo adquiriu a totalidade do capital social da Soflusa, cujo principal objeto era a travessia fluvial entre o Barreiro e o Terreiro do Paço. Consequentemente, os membros do Conselho de Administração da Transtejo foram nomeados administradores da Soflusa.

A 1 de Março, foi inaugurada, enquanto carreira expresso, a ligação ao terminal do Parque da Nações.

Devido ao desenvolvimento das obras no Terreiro do Paço, em novembro, procedeu-se à suspensão da ligação Cacilhas – Cais de Alfândega. A 5 de Dezembro, a Transtejo passou a operar a ligação Cacilhas – Cais do Sodré, com ferries e cacilheiros.

2002 

Concurso para a renovação total da frota da Soflusa, com a construção de sete catamarãs de 600 passageiros, com opção de mais dois, tendo sido adjudicado à DAMEN SHIPYARDS, com estaleiro em Singapura.

A 17 de Dezembro, foi inaugurado o novo Terminal Fluvial do Montijo, localizado no Cais do Seixalinho, eliminando a necessidade das frequentes dragagens causadas pelo assoreamento da cala.

2004 

Entrada ao serviço dos catamarãs com capacidade para 600 passageiros, na ligação Barreiro – Terreiro do Paço

Ao longo do ano, foi sendo implementada a bilhética sem contacto, através da instalação de novos validadores e torniquetes.

A 10 de maio, foi inaugurado o novo Terminal Fluvial do Cais do Sodré, passando o andar superior a acolher a nova sede da TT/SL, à exceção dos sectores operacionais que se mantiveram, em Cacilhas e no Barreiro, respetivamente.

2005 

A 3 de junho, devido ao desenvolvimento das obras no Terreiro do Paço, a cargo do Metropolitano de Lisboa, a ligação Seixal – Terreiro do Paço foi temporariamente desviada para o terminal fluvial do Cais do Sodré.

2006 

1 de janeiro, foi suspensa a ligação do Parque das Nações.

A 1 de outubro, a ligação Montijo – Terreiro do Paço foi temporariamente desviada para o terminal fluvial do Cais do Sodré, devido ao avanço das obras em curso no Interface do Terreiro do Paço.

A 4 de novembro, a ligação de ferry Cacilhas – Cais do Sodré foi temporariamente desviada para o Terminal Fluvial de Belém. Esta deslocação decorre da necessidade de construção naquele local (Terminal Fluvial do Cais do Sodré – Ferry), de jurisdição da APL, da Agência Europeia de Segurança Marítima e do Observatório da Toxicodependência e isto por impedimento provocado pela não autorização da Câmara Municipal de Lisboa para o início das obras, no Cais do Sodré.

2007 

A 2 de maio foi inaugurado o SAC, um Serviço de Apoio ao Cliente personalizado, num espaço vocacionado para a resolução de problemas diversos e informação generalizada. Este serviço funciona no Terminal Fluvial do Cais do Sodré, de 2ª a 6ª feira, das 8h00 às 19h45.

A partir de agosto, os passageiros com passe da Transtejo / Soflusa, ou passe combinado com a Carris, o Metro e os TCB, passaram a ter disponível passes válidos por 30 dias, com a possibilidade de aquisição em qualquer dia do mês.

2008 

Em janeiro, na sequência da evolução da bilhética sem contacto, os bilhetes com banda magnética foram substituídos por bilhetes 7 Colinas / Viva Viagem, recarregáveis e com a validade de 1 ano.

Em outubro, mais um passo foi dado na evolução da bilhética sem contacto, possibilitando aos passageiros fazer zapping nos transportes públicos, ou seja, um carregamento em dinheiro no cartão Viva Viagem, possibilita viajar na Transtejo/Soflusa, na Carris ou no Metro.

Em novembro, foi assinado um contrato com o estaleiro português Navalria, para a construção de dois novos Ferries.

2009 

Em março, foi inaugurado o pontão de ferry no Terminal Fluvial do Cais do Sodré, possibilitando a retoma da ligação de Ferries de Cacilhas para o Cais do Sodré.

Simultaneamente, foi, também, inaugurado o Interface de Transportes do Cais do Sodré, com a oferta de transporte fluvial, comboios urbanos, metro, autocarros e elétricos.

2010

No início de janeiro, foi aprovada e assinada a Política de Ambiente do Grupo Transtejo, através da qual as empresas comprometeram-se a adoptar oito princípios de ação promotores de uma gestão mais sustentável, nomeadamente a melhoria contínua do desempenho ambiental.

Em março, foram concluídas as obras de remodelação do Terminal Fluvial de Cacilhas.

No mês de maio, teve lugar o baptismo oficial dos novos ferries “Lisbonense” e “Almadense”, no estaleiro Navalria, em Aveiro.

Em setembro, a Estação de Porto Brandão foi remodelada.

Em meados de outubro, foi entregue o primeiro novo ferry: “Lisbonense”.

2011

Em fevereiro, entrou ao serviço regular o novo ferry da frota: “Lisbonense“.

Em março, a frota é reforçada com a entrega do segundo novo ferry: “Almadense”.

No dia 4 de setembro, foi inaugurado o novo Interface de Transportes do Terreiro do Paço e aberta ao público a 1ª fase das obras de remodelação do Terminal Fluvial do Terreiro do Paço.

2012 

No final de fevereiro, fruto do Programa de Equilíbrio Operacional (previsto no Plano Estratégico dos Transportes), entrou em vigor um novo modelo de oferta. Este modelo consubstanciou-se em ajustes no serviço, tais como alteração de horários nos períodos fora da hora de ponta e aos fins-de-semana.

Em julho, alguns horários (períodos de menor procura) da ligação Barreiro – Terreiro do Paço passaram a ter um tempo de viagem de 25 minutos, em virtude da redução da velocidade de navegação. Esta medida, potenciadora da diminuição de consumos de combustível, permitiu reduzir a emissão de gases de efeito de estufa (GEE).

2013 

No final de outubro, a ligação fluvial do Montijo é reposta no Terminal do Terreiro do Paço (esta ligação encontrava-se deslocada, provisoriamente, para o Terminal do Cais do Sodré, por motivo de obras naquele terminal).

2014 

Em abril, o serviço de transporte de veículos foi transferido da ligação Cacilhas – Cais do Sodré para a ligação Trafaria – Porto Brandão – Belém, sendo que sendo que o embarque e desembarque de veículos é efetuado, apenas, nas estações de Trafaria e Belém.
Nesta data, entrou em vigor um novo tarifário para veículos, contemplando, pela primeira vez, packs de 10 viagens, uma solução economicamente mais vantajosa para o cliente.

2015 

No dia 8 de janeiro, o Conselho de Ministros aprovou a resolução que nomeou a primeira Administração conjunta da Carris, S.A, Metropolitano de Lisboa, E.P.E. e Transtejo, Transportes do Tejo, S.A. e da Soflusa, Sociedade Fluvial de Transportes, S.A.

Em março, Carris, Metropolitano de Lisboa e Grupo Transtejo lançaram a marca “Transportes de Lisboa”, a qual resultou da integração oficial das três empresas.

Em julho, por motivos técnicos, a ligação fluvial do Montijo foi desviada, temporariamente, do Terminal do Terreiro do Paço para o Terminal do Cais do Sodré.

2016 

A 4 de agosto é publicada a Lei 22/2016 que determina a total autonomia jurídica das empresas Carris, Metropolitano de Lisboa e Grupo Transtejo (Transtejo e Soflusa), com efeitos a 1 de janeiro de 2017.

Em meados de agosto, foi lançado um novo título de transporte: Travelling Cacilhas (24h). Com este novo produto combinado (Carris, Metro e Transtejo) pretendeu-se dar resposta ao crescente aumento de turistas que procuram conhecer diversos pontos de interesse ao redor de Lisboa.

Em outubro, foi aprovada a nova Política de Gestão, a qual definiu os princípios orientadores para a gestão das empresas.

No dia 30 de dezembro, dando seguimento à Lei 22/2016, o Governo nomeou os novos membros do Conselho de Administração da Transtejo – Transportes do Tejo, S.A. e da Soflusa – Sociedade Fluvial de Transportes, S.A., para o triénio 2017-2019.

2017 

No primeiro trimestre do ano, no cumprimento da Lei 22/2016, foi efetivada a reversão do modelo de gestão integrada das empresas Carris, Metropolitano de Lisboa e Grupo Transtejo.

A partir de 1 de abril, o Grupo Transtejo passou a ter, novamente, uma estrutura organizativa autónoma.